27 julho 2017

Dicas para contratar um bom profissional de revisão

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Todo escritor necessita de um revisor, por melhor que ele seja no idioma que escreve. O lado negativo é que se não souber pesquisar, terminará pagando um preço alto por um serviço que pode ser encontrado por valores bem mais baixos. Como exemplo, deixo o meu caso: No primeiro orçamento que fiz, o serviço sairia por R$850.

Muito caro, não é?

Fiquei pensando por uma semana nas mais diversas formas de efetuar o pagamento, mas ao pesquisar um pouquinho mais conheci o site Profissionais do Livro. Nele, qualquer pessoa pode se cadastrar e disponibilizar os seus serviços, além de fazer encomendas. Como o próprio nome diz, é focado apenas no universo editorial e lá encontramos desde “designers” de capas, ilustradores, serviços de diagramação, tradução até os de revisão de texto e conversão para ePub. Se é confiável? Sim, mas como em todos os momentos que utiliza o seu dinheiro, é preciso prestar atenção em alguns pontos:
  • O profissional possui formação acadêmica para realizar aquele trabalho?
  • Já publicou algo para comprovar a sua experiência com a leitura?
  • Possui mais comentários positivos do que negativos em sua página?

Se respondeu "sim" para essas três perguntas básicas, então o contrate. Recebi a encomenda de um senhor que me disse que a sua obra já havia sido revisada por dois profissionais do site antes de chegar em mim, mas ao abrir o arquivo e começar a ler, percebi que não tinha sido revisada de forma alguma, ou seja, os “profissionais" o enganaram.

Claro que conversei com ele e expliquei a situação. Depois disso, até recebi um pagamento maior do que o preço que tinha solicitado e fiquei bastante grata pelo reconhecimento. Mas esse não é o caso…

O site é muito confiável, porque antes do pagamento ser totalmente liberado pelo cliente, é preciso que o mesmo autorize, declarando que o serviço foi devidamente realizado, deixando uma classificação de até cinco estrelas para cada quesito: Prazo, preço e qualidade.

Caso não aprove o serviço, o profissional precisa refazê-lo ou o site reembolsa o cliente. Além disso, o profissional só pode retirar o pagamento após o total de todos os serviços aprovados atingirem o valor de R$101,00. Ou seja, não há do que ter medo.

Por lá encontramos serviços dos mais variados preços e baratos. Para se ter uma noção disso, de R$850 eu terminei pagando apenas R$136,00 ao encomendar o trabalho de revisão de uma profissional do site. Nele podemos conversar com a pessoa, acompanhar o processo e opinar até a aprovação final. É muito interessante.

Enfim, um bom profissional nem sempre é aquele que possui um currículo gigante, mas é a pessoa procura ser sempre transparente com o seu cliente, de forma a melhorar a obra e conquistar a fidelidade do mesmo.

Espero ter ajudado. Se restaram dúvidas, comente!  


Não posso terminar o post sem indicar os meus serviços. (risos)


Conheça a profissão do Ghost-Writer

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Quando assinei o contrato com a editora Multifoco, me interessei não somente por continuar escrevendo, mas quis me aprofundar no universo dos livros, literalmente. Quando pesquisei por serviços de revisão, conheci a profissão do Ghost-Writer (que em português seria o mesmo que "Escritor fantasma"), que trabalha escrevendo obras ou textos avulsos sem receber os créditos de autoria, porque eles ficam com aquele que contrata o seu serviço ou compra o seu trabalho. 

Por mais irônico que possa parecer, a literatura possui diversos escritores fantasmas e como exemplos, podemos citar Alan Dean Foster, o responsável por escrever o romance de ficção científica Star Wars, cujos créditos de autoria são dados ao William Shatner. É verdade que William teve boas ideias e realmente criou todo o cenário de ficção, mas lhe faltava o talento com as palavras, porque necessitava de alguém que pudesse passar tudo o que imaginava para o papel. 

Os ghost-writers existem não somente na literatura, mas na música, como foi o caso do compositor Mozart, que escrevia peças inteiras para os nobres que o contratavam ficarem com os direitos autorais. Já imaginou a quantidade de músicas, filmes, livros, fotografias, pinturas e demais obras de arte que são conhecidas por serem de determinados autores que na verdade não produziram coisa alguma? 

Diversas editoras oferecem o serviço de escrita fantasma como incentivo para a publicação de novas obras ou o próprio escritor se oferece para preencher as lacunas de um livro quando percebe existir uma boa história. Na política, eles trabalham escrevendo os discursos dos candidatos e são comumente chamados de speechwriters ( em tradução livre seria o mesmo que "Escritores de discursos"). Um caso notável foi o de Ted Sorensen, assessor do Presidente Kennedy e autor da frase célebre do discurso de posse, que dizia: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país". 

Quando comecei a trabalhar com revisão de texto, recebi algumas encomendas e fiz um papel de Ghost-Writer em uma delas, pois, apesar de se tratar de uma boa história, o autor não era tão bom com palavras. Por isso, escrevi a biografia, o resumo do livro e reescrevi grande parte da obra, de forma a torná-la mais harmoniosa. Também já escrevi uma estrofe para a música de um amigo que tive no ensino médio, já escrevi cartas e poesias, mas até então não imaginava que era uma escritora fantasma ou que esta profissão existia. 


Os livros de Chico Buarque


No romance Budapeste, publicado pela editora Companhia das Letras em 2003, Chico Buarque conta a história de um ghost-writer e no enredo, seu trabalho é uma maldição para o personagem. 

O livro está disponível para download aqui.

No cinema, o suspense britânico The ghost writer do diretor Roman Polanki, estreou em 2010 e conta a história de um escritor fantasma contratado para escrever uma autobiografia do primeiro-ministro, mas terminou sendo ameaçado de morte.  Assista ao trailer: 





Faça o download do filme legendado aqui



Sugestão de artigo: 


26 julho 2017

Não é com os números que me importo

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Eu não me importo com a quantidade de curtidas, seguidores, reações, solicitações e amizades que possuo nas mídias sociais. Sabe por quê? Porque estou ali só por mim mesma, para divulgar os meus trabalhos, conhecer os feitos de outras pessoas e apenas a qualidade daquilo que publico possui relevância. 

Não irei mentir, pois já fiquei bastante chateada por certas vezes não ter conseguido alcançar uma popularidade maior com alguma crônica ou postagem do blog, mas depois termino satisfeita simplesmente por ter compartilhado um pouquinho de mim com o mundo, mesmo que grande parte dele não saiba que eu existo. Entendo que é confuso compreender o que escrevi, mas se aprendi algo em tão pouco tempo de vida, foi que a fama jamais possuirá o maior valor.

Porque ela sempre surge com o tempo e não é algo garantido, já que hoje em dia nem sempre é preciso ser bom para conquistá-la, convenhamos. Quando algo é realmente bom, as pessoas percebem, mesmo que apressadas e jamais se esquecem. Minha mãe sempre me diz que por mais que ninguém preste atenção em mim, sempre existirá aquele alguém que olhará para a minha arte e eu acredito nisso, de verdade. 

Se um dia eu tiver um(a) filho(a), em todos os dias lhe direi a mesma frase: "Não faça algo para ser reconhecido, mas seja bom naquilo que escolher realizar."

Um artista não se torna conhecido tão facilmente, mas porque ama aquilo que faz, sempre será notado por alguém. Pode parecer utópico e insignificante, mas quando nos mostramos sem aquele medo de que talvez possam não nos notar, no mesmo instante estamos sendo julgados, o que não deixa de ser benéfico para o nosso próprio crescimento. 

Outra coisa que nunca me importei foi com críticas, desde que construtivas. Sei ouvi-las, interpretá-las e as absorvo sempre que possível, porque sou perfeccionista e desejo sempre evoluir, acordar e pela manhã enxergar a minha imagem refletida no espelho de uma forma diferente da que visualizei ontem, não porque mudei, mas cresci. 

Eu tenho um sonho e nele a palavra "fama" não existe, porquanto se resume unicamente em ser a melhor naquilo que escolher fazer. Mas se não puder ser a melhor, ficarei feliz só de estar entre aqueles que são.

15 julho 2017

Série do mês: Full House


Pop cultura

Certamente você se lembra das irmãs gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen. As duas iniciaram as suas carreiras no mundo artístico ainda bebês, aos nove meses de idade, interpretando a Michelle Tanner, na série Full House, muito famosa ao final da década de 1980 e em metade da década de 1990.    

O nome Full House pode ser traduzido para Casa Cheia ou Três é demais, como ficou conhecido no Brasil, pois, trata-se de um repórter chamado Danny Tanner (Bob Saget) que ao perder a sua esposa, Pam, em um acidente de carro provocado por um motorista bêbado, precisou contar com a ajuda de seu cunhado e irmão mais novo dela, Jesse Katsopolis (John Stamos), um músico e roqueiro; e  de seu amigo, Joey Gladstone (Dave Coulier), um comediante stand-up para cuidar de suas três filhas: Donna Jo ou DJ, como é chamada; Stephanie e Michelle. Eles residem em uma casa na cidade de São Francisco, na Califórnia.

              
Trailer da primeira temporada


Com 192 episódios distribuídos em 8 temporadas, a série foi criada por Jeff Franklin e mostra de forma bem humorada a vida real de uma família nada tradicional e, ao mesmo tempo unida em seus piores e melhores momentos. É bem difícil eu conseguir rir verdadeiramente com as coisas que assisto, mas devo admitir que desperto boas gargalhadas enquanto vejo Full House, porque não existe como não se identificar, entende?

Acho bonito como o criador da série retrata a vida de um repórter que é famoso em sua cidade por apresentar o programa "Acorda São Francisco", mas que na realidade é apenas um pai que deseja o melhor para as suas três filhas e ainda está em busca de reconhecimento profissional, nos mostrando que a fama é algo relativamente conceitual, porque todos nós, até mesmo aqueles para quem sentimos o desejo de solicitar um autógrafo, temos de lidar diariamente com situações complicadas em nossas vidas privadas, porque somos seres humanos normais. 

É lindo observar como as gêmeas Olsen e as demais atrizes, Jodie Sweetin (responsável por interpretar Stephanie) e Candence Cameron (que interpreta a DJ) crescem com o passar das temporadas e se tornam adolescentes repletas de conflitos e de alegrias também, como qualquer outro jovem. 

Além disso, temos um registro de nossa própria história, porquanto naquela época não existia tecnologia e através de um episódio em que a DJ ganha o seu primeiro computador, que foi justamente o momento em que ele foi criado, percebemos como devia ser incrível ser uma criança antigamente. 

Achei tão engraçada e digna de ser assistida por crianças, jovens, adultos e idosos, todos ali, juntos, rindo de cenas que acontecem em toda casa, seja ela cheia ou não. 

Conhecemos o primeiro namorado da DJ, as namoradas que o pai das meninas arrumou para tentar se recompor, o fascínio de Joey por desenhos animados, vemos a Stephanie crescer de uma forma absurda e formar a sua primeira banda na época do colegial, as aventuras do tio músico que sonha em ser famoso e tem como melhor amiga a pequena Michelle, que é a minha personagem favorita!

Michelle é muito inteligente e se sente tão parte do mundo adulto que se julga capaz de ajudar as suas irmãs mais velhas no dever de casa, além de estar sempre fazendo observações que nenhum dos outros personagens fazem, ser sarcástica, amante da arte e super engraçada com a sua maturidade. Para mim, ela é um exemplo de criança!

Full House é uma série que deve ser assistida como uma novela, em família ou sozinho, tanto faz. O importante é se divertir e se identificar com a realidade como ela é em sua verdade exuberante, mas, ao mesmo tempo simples e linda, porque nos ensina a reconhecermos o verdadeiro significado da palavra família



Você pode assisti-la através do Netflix ou clicando neste link. 

07 julho 2017

Fotografia: A arte de encontrar a beleza que ninguém enxerga

Não sou fotógrafa profissional, mas gosto muito de fotografar, porque me sinto livre nesses momentos e capaz de captar as belezas em lugares que as pessoas não a reconhecem. Até penso em cursar fotografia, ler a mais livros sobre o tema e me aprofundar, mas apenas por uma questão de conquista pessoal. A verdade é que o sonho de um fotógrafo, seja ele amador ou profissional, é saber pintar, mas como não domina as técnicas da pintura, ele aprendeu a pintar através das luzes.

Bom, não tenho mais câmera e por isso parei de registrar momentos por um certo tempo, além de ter um celular com uma má câmera, mas mesmo assim, ainda conservo essa paixão. Guardo diversas fotografias que fiz e as levo sempre comigo. Por isso, vou compartilhar aqui, neste post que não precisa de uma descrição, porque as próprias imagens se descrevem.